segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Tigre

Filhote abandonado de tigre faz transfusão de sangue na Índia

Juhi, de sete meses, foi atacado por moradores de uma vila.
Agora, ele se recupera no zoológico de Nagpur.

Foto: AP

Juhi, um filhote de tigre selvagem, é atendido por veterinários no zoológico da cidade indiana de Nagpur nesta segunda-feira (17/11). O filhote abandonado, de sete meses, passou por uma rara transfusão de sangue no domingo depois de ter sido atacado por moradores de uma vila próxima.

domingo, 16 de novembro de 2008

O Sapo

Um dos menores sapos do mundo é achado em SC

Um representante da família dos menores sapos do mundo foi encontrado no norte de Santa Catarina pelo casal de ambientalistas Germano Woehl Júnior e Elza Nishimura Woehl. O minúsculo anfíbio mede apenas 11 milímetros e é menor do que uma unha.

O sapo foi encontrado na Serra do Mar, no norte de Santa Catarina, após seis anos de busca. É a primeira vez que se tem registro da espécie na região. Natural da Mata Atlântica, ele é da família dos Brachycephalidae. Historicamente, existem registros de sua ocorrência no Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Germano, um dos fundadores de uma ONG dedicada à proteção dos sapos, o Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, explica que o pequeno sapo é muito barulhento e seu coaxar é identificado durante o dia, ao contrário dos demais sapos. "Eles procuram se esconder em ambientes úmidos, e esse exemplar que encontramos estava embaixo de uma camada de folhas secas", disse.

Batizado de "sapo-pingo-de-ouro", por causa de sua cor dourada e tamanho, o minúsculo anfíbio foi devolvido à natureza depois de fotografado. O ambientalista ressalta que, infelizmente, a espécie está seriamente ameaçada de extinção. "Com o desmatamento, está cada vez mais complicado encontrá-lo", lamentou. "Sua sobrevivência está por um palito de fósforo".
Os anfíbios dessa família não apresentam a fase de girino aquático, como a maioria. A reprodução se dá por desenvolvimento direto, fora da água, isto é, os sapinhos nascem já na forma adulta a partir dos ovos depositados embaixo das folhas, galhos e troncos das árvores caídas, em decomposição, no chão da floresta.

O próximo passo dos ambientalistas é tentar o registro oficial do minúsculo sapo nos Estados Unidos. Germano não quer registrar o sapinho no Brasil, pois aqui é necessária a coleta no animal. Em 2000, o instituto Rã-Bugio registrou nos Estados Unidos a existência da rã-marrom, um anfíbio que costuma ficar enterrado no chão da floresta.

sábado, 15 de novembro de 2008

Gato ganha par de 'asas' e apelido de 'Anjo' na China



Você já viu um gato de asas? Pois saiba que eles, apesar de raros, existem. O mais novo animal a chamar a atenção do mundo nasceu na província de Qingyan, na China.
Por causa de problemas na pele, possivelmente causados por condições genéticas, e crescimento anormal da pelagem, o bichano desenvolveu as duas pequenas formações nas costas, que se assemelham a asas.
A dona do gato, no entanto, acredita que o gato foi exposto à poluição e sofreu estresse por ter sido 'cortejado demais' por fêmeas no cio.

"Ele é um anjo, e não um demônio", afirma a dona, em entrevista à agência de notícias HUashang. "Anjo", inclusive, é o apelido do animal.
De acordo com especialistas consultados pela revista Cryptozoology, as deformidades não prejudicam a vida normal do gato.

Com respiração boca-a-boca, bombeiro salva vida de gato


Felino estava em apartamento que pegou fogo, nos EUA. Ele disse que operação de resgate teve gosto de ‘pêlo de animal’.

Um gato de sorte deve uma de suas vidas a um bombeiro que fez respiração boca-a-boca no felino para ressuscitá-lo. Al Machado resgatou o animal de um apartamento que estava pegando fogo em New Bedford (Massachusetts, EUA). Um vídeo mostra como foi a operação de resgate. Questionado sobre qual é o gosto de fazer boca-a-boca em um gato, machado respondeu: “tem gosto de pêlo de animal”. O bicho está bem, mas outros dois gatos morreram no apartamento. Também com a ajuda dos paramédicos, que usaram balões de oxigênio para facilitar a respiração dos animais, dois cachorros que estavam na residência em chamas sobreviveram após o resgate. Um casal, que teve como último endereço o apartamento que pegou fogo, foi detido sob suspeita de incêndio criminoso.

Dinossauros dominaram o mundo por pura sorte

(Dinossauros? Nada disso -- todos os bichos acima são crurotársios, animais aparentados aos atuais crocodilos)

Comparação de répteis com principais rivais não revelou superioridade.
'Primos' extintos até se diversificaram mais em formas e estilos de vida.

Só os mais aptos sobrevivem. Ou não, pelo menos no caso dos dinossauros e seu reinado de quase 150 milhões de anos na Terra, afirma um estudo que acaba de ser publicado numa das mais respeitadas revistas especializadas do mundo, a americana "Science" . De acordo com um quarteto de pesquisadores, não há como afirmar que os dinos, em sua origem, tinham qualquer superioridade evolutiva frente a seus parentes e "adversários" diretos. Em outras palavras, sua vitória por tanto tempo teria sido questão de sorte. Uma extinção em massa teria deixado o caminho livre para eles.

"A grande questão é: será que, sem essa extinção em massa, eles teriam vencido os outros de forma competitiva e se tornado dominantes mesmo assim? Eu acho que não", declarou ao G1 por telefone Stephen L. Brusatte, primeiro autor da pesquisa.

A idéia de que a supremacia dinossauriana não teve nada a ver com competência circula há tempos entre os paleontólogos, mas o trabalho na "Science" dá à tese sua formulação mais forte até agora. A equipe coordenada por Brusatte, do Museu Americano de História Natural, e Michael Benton, da Universidade de Bristol (Reino Unido), buscou maneiras objetivas de medir a taxa de evolução morfológica (ou seja, envolvendo a forma do corpo, preservada pelos fósseis) dos dinos. Mais importante ainda, comparou matematicamente essa taxa ao fenômeno correspondente entre os crurotársios, parentes e principais "rivais" dos bichos.

Crocodilagem - "Crurotársios" é o nome abrangente aplicado a uma grande variedade de répteis, alguns extintos, outros ainda existentes. São primos mais próximos dos jacarés atuais (também incluídos no grupo) do que dos dinos, mas, em seu auge, assumiram todo tipo de forma, inclusive a de comedores de plantas -- coisa que nenhum jacaré de hoje faz. O que acontece é que, durante os 28 milhões de anos finais do período Triássico (fase da história da Terra que terminou 200 milhões de anos atrás), dinossauros primitivos e crurotársios viveram lado a lado. Terminado o Triássico e iniciado o Jurássico (o mesmo do título em inglês da série "Parque dos Dinossauros"), a maior parte dos crurotársios some, enquanto os dinos florescem de forma sem precedentes.

Muita gente assumia que os dinos escaparam dessa e dominaram o mundo graças a alguma vantagem intrínseca, como suas pernas eretas (melhores para locomoção rápida) ou o suposto sangue quente, como o de mamíferos e aves. Brusatte, Benton e companhia, no entanto, resolveram medir diretamente como os dois grupos evoluíram durante o fim do Jurássico. Traçaram uma árvore genealógica de 64 gêneros diferentes de ambos os tipos de bicho, levando em conta 437 características do esqueleto, usadas para saber como e quanto a morfologia dos animais foi mudando ao longo de milhões de anos.

Surpresa - O mais surpreendente é que, embora a taxa evolutiva geral (grosso modo, a taxa com que certos gêneros davam origem a gêneros novos, mas relativamente parecidos) de ambos os grupos decaiu ao longo do Triássico, a variedade de tipos corporais -- formas distintas de dino, por exemplo, como os pescoçudos quadrúpedes ou os pequenos carnívoros bípedes -- aumentou. "Não temos a menor idéia de como explicar isso", diz Brusatte. "É muito esquisito. Uma coisa deveria estar ligada à outra, mas não está. Pode ser só um problema de viés na nossa amostra, mas ainda não temos certeza."

De uma coisa, no entanto, o grupo está convicto: a taxa evolutiva de dinossauros e crurotársios é essencialmente igual. E pior: os crurotársios parecem ter ocupado um "morfoespaço" maior, ou seja, teriam desenvolvido uma variedade mais ampla de formas e estilos de vida do que os dinos. Alguns até "imitavam" certos tipos de dinossauros e chegavam a ser mais numerosos que eles em vários ecossistemas. Estavam, portanto, equipadíssimos para sobreviver e prosperar -- se não fosse a extinção em massa do fim do Triássico.

"O interessante é que essa extinção na barreira entre Triássico e Jurássico foi umas cinco grandes da história da Terra -- tão ruim quanto a que acabou com os próprios dinossauros há 65 milhões de anos", conta Brusatte. As causas ainda são nebulosas, mas parece haver uma ligação entre a hecatombe e um aquecimento global violentíssimo. Os dinos teriam escapado por pura sorte, já que a extinção de grupos animais nesses eventos é basicamente aleatória.

Sorte, sorte, sorte - Mas não seria possível estar "preparado" biologicamente para uma extinção em massa. "Sim, mas eu ainda chamo isso de sorte", diz Brusatte. "Em condições normais, se comparássemos os dois grupos, quem teria mais chance de dominar seriam os crurotársios."

Para o paleontólogo, o mesmo vale para o fim da Era dos Dinossauros e o começo da Era dos Mamíferos. A sorte também teria interferido para que o nosso grupo de vertebrados se tornasse dominante, ao mandar um asteróide que acabou com os dinos. "As grandes reviravoltas da história da Terra parecem ser dominadas por esse tipo de fenômeno", afirma ele.


Fonte - G1

domingo, 9 de novembro de 2008

O Aye-Aye

Aye-Aye

INFORMAÇÕES TAXONÔMICAS
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primata
Subordem: Strepsirrhini
Infraordem: Chiromyiformes
Família: Daubentoniidae
Gênero: Daubentonia
Espécie: Daubentonia madagascariensis




Peso: Cerca de 2,5 kg


Comprimento: 30 a 37 cm da cabeça a base da cauda, que mede de 44 a 53 cm.


Habitat: Sobretudo nas florestas da costa oeste da ilha de Madagáscar.


Comportamento: Solitário e noturno. A cria fica com a progenitora durante dois anos.


Dieta: Frutos, cogumelos e insetos.

Pesquisadores descobrem 'perereca de fogo' em floresta da Bahia

Animal de 5,5 cm vive na fronteira entre Mata Atlântica e caatinga.
Além da cor, hábito de carregar ovos nas costas distingue espécie.


Quem der de cara com o anfíbio abaixo pode até pensar, por alguns instantes, que viu um dragão em miniatura. A cor vermelho-brasa é tão marcante que rendeu à perereca o apelido de "chama" -- ou, em latim, Gastrotheca flamma, para ser mais exato. O bichinho, natural de uma área da Bahia onde a Mata Atlântica se encontra com a caatinga, acaba de ser descrito oficialmente por dois pesquisadores brasileiros.

Os detalhes da descoberta estão em artigo na revista científica "Zootaxa", especializada em biodiversidade. A "perereca de fogo" foi encontrada na serra da Jibóia (município de Santa Terezinha) por Flora Acuña Juncá, da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA), e teve sua anatomia estudada em detalhes pelo doutorando em zoologia Ivan Nunes, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

As razões para o "disfarce de dragão" do bichinho de 5,5 cm ainda não estão claros, contou Nunes ao G1. "A gente tem apenas um exemplar [uma fêmea], o bicho é raro em coleções", diz ele. "Todo anfíbio tem algum tipo de toxina na pele, e os de cor mais forte normalmente são mais venenosos. Mas também há bichos muito coloridos que apenas simulam o veneno, sem tê-lo de verdade. Ainda não dá para dizer qual é o caso desse bicho."

Segundo o especialista, outra dificuldade de estudar o bicho é o fato de ele viver no dossel, o "andar de cima" das florestas. Só é possível capturar indivíduos para estudo nas raras vezes em que eles descem e se tornam mais visíveis para os pesquisadores. No caso da "perereca de fogo", esse habitat é uma caatinga bem mais arborizada que a média, ainda com forte influência da Mata Atlântica, ecossistema onde se encontram as outras seis espécies do gênero Gastrotheca no Brasil.

Peculiaridades

Duas coisas um tanto misteriosas cercam as pererecas Gastrotheca. O primeiro é justamente o fato de existirem sete espécies "perdidas" na Mata Atlântica, quando há dezenas de outras... nos Andes, a quase 1.500 km de distância. "O que se imagina é que havia uma ligação entre a Amazônia e a Mata Atlântica, permitindo que as espécies chegassem até aqui", explica Nunes.

O outro detalhe esquisito é a presença de uma bolsa, que lembra a dos cangurus, nas costas das fêmeas. Os ovos são carregados ali dentro até completar seu desenvolvimento, um cuidado com a prole incomum entre anfíbios. Aliás, o nome Gastrotheca (bolsa no estômago, em grego latinizado) é um erro, já que o marsúpio fica nas costas. "A gente brinca que ela deveria se chamar Dorsotheca", diz Nunes.


Fonte - G1